Com a chegada do inverno e as temperaturas e a umidade do ar mais baixas, deixamos os ambientes fechados, com pouca ventilação, e ficamos mais “juntos” para nos proteger do frio.
Esses fatores possibilitam a maior proliferação de vírus e bactérias. Os rhinovírus, metapneumovírus e vírus sincicial respiratório, por exemplo, são causadores do resfriado acometendo as vias aéreas superiores podendo levar à obstrução nasal e coriza, febre baixa e até rouquidão nos adultos, adolescentes e escolares.

O vírus sincicial respiratório é o agente causador mais frequente (porém não o único) da bronquiolite nos bebês e crianças menores, podendo levar à hospitalização. Tal fato ocorre porque os lactentes apresentam as vias aéreas mais estreitas e tem o sistema imune em desenvolvimento, justificando a dificuldade de expectoração (tosse efetiva) e o aparecimento das infecções bacterianas secundárias como otites, sinusites e pneumonias.

O vírus influenza, causador da gripe, tem maior incidência no período de junho a setembro, ou seja, no inverno, levando a sintomas como coriza, febre alta, dores musculares, cefaleia, mal estar, tosse e até pneumonias. Tanto os vírus causadores de resfriados como os de gripes possuem alto potencial de contágio e se transmitem facilmente, principalmente entre as crianças que frequentam creches, berçários e escolas.

Apesar do frio, é muito importante manter os ambientes ventilados e as janelas abertas, usar lenços descartáveis se estiver com coriza e lavar as mãos (com água e sabão ou álcool gel) constantemente, evitando a disseminação dos vírus. Outro cuidado relevante é não levar a criança doente à escola para evitar a propagação da infecção, assim como evitar o contato delas com adultos que estejam resfriados ou gripados. Manter as crianças longe dos fumantes também é muito importante.

Em caso de dúvidas não hesite! Procure seu Pediatra de confiança.

Karina Vergani, Pediatra com especialização em Pneumologia