Toda vez que nosso corpo é invadido por qualquer vírus ou bactéria ele produz febre na tentativa de matar o invasor. Ao aquecer, entre 38 – 38,5, nosso corpo é capaz de realizar um trabalho melhor de defesa, ou seja, nessa faixa de temperatura os “bichos” param de se reproduzir dentro do nosso organismo. O que mostra que a febre é na verdade uma grande aliada no combate às infecções.

Quando buscar ajuda?

A temperatura da febre em si não quer dizer se ela é grave ou não: nem sempre uma infecção com febre de 38° é mais leve que uma com febre de 40°. Tudo depende da resposta do nosso corpo àquele “bicho específico”.

Mas importante que a febre em si são os outros sinais que a acompanham, como falta de ar, vômitos, sonolência excessiva, irritabilidade, abatimento ou dor importante… entre outros sintomas. Principalmente quando esses sinais se mantêm mesmo fora da febre. A temperatura mais alta, sem outros sintomas associados, pode ser cuidada em casa e apenas 72h do seu início é necessário procurar um Pronto Socorro.

Mas e a convulsão?

A convulsão febril é de histórico familiar, ocorre em 3-4% da população e apesar de “feia” não deixa sequelas. Ela pode surgir dependendo da velocidade com que a febre se instala e deve sempre ser avaliada por um médico para se descartar outras doenças.

Quando medicar?

Sempre que a criança estiver desconfortável ou com dor, a medicação é válida. Lembrando que todo medicamento tem potenciais efeitos colaterais, portanto, não devem ser usados a todo momento. Algumas alternativas ajudam a controlar a temperatura como banho morno (nunca frio!!), aquecer os pés e fazer compressa morna na testa: juntas, essas terapias auxiliam o restabelecimento da temperatura corporal. Ofereça muito líquido para que a criança se mantenha hidratada e observe qualquer sinal de alerta. Na dúvida, entre em contato com o seu pediatra.

Dra Nicole Martim é Pediatra, atende bebês e crianças na Clínica Iluminar e acompanha sua chegada em sala de parto.